25 julho 2013

'VINTE E CINCO' É O ÚLTIMO GUERREIRO VIVO DO BANDO DE LAMPIÃO.

Recebi um e-mail dos especialista em "cangaço", Kidelmir Dantas e Geraldo Maia, que 'consertam' a matéria anteriormente postada, acerca da morte do ex-cangaceiro 'Candeeiro', não obstante tenha sido pinçada do Diário de Pernambuco.

Com razão os abnegados integrantes da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço. Candeeiro, que morreu ontem, 24 (veja matéria abaixo), não era o último dos cangaceiros do bando de Lampião.

O tema, por apaixonante, nos direciona a uma inevitável averiguação.

Na realidade, José Alves de Matos, conhecido como "Vinte e Cinco" é provavelmente o último cangaceiro vivo. Ainda lúcido tem uma memória privilegiada e apesar dos seus 97 anos de idade recebe sempre visitas em sua residência  para falar do seu tempo de cangaceiro.
 
'Candeeiro',  prof. Vilella de Garanhuns e 'Vinte e cinco' em foto de dezembro de 2011

José Alves de Matos nasceu em Paripiranga, Bahia, na fazenda Alagoinha. Teve vários primos  e sobrinhos com ele no cangaço, tais como: Santa Cruz, Pavão, Chumbinho, Ventania e Azulão. 

No dia que entrou para o bando de Corisco o seu sobrinho Santa Cruz entrou no grupo de Mariano.
 
Vinte e Cinco discutiu com Dadá e saiu do grupo de Corisco para o grupo de Lampião. 

Quando da morte de Lampião, havia ido com os dois irmãos Atividade e Velocidade buscar uns mosquetões e umas munições.

Vinte e Cinco vem de uma família numerosa, sendo oito irmãos e seis irmãs e depois seu pai casou novamente e nasceram mais cinco homens e três mulheres. 

Quando acabou o cangaço e se entregou com alguns companheiros em Poço Redondo, Sergipe, acabou ficando preso por quatro anos em Maceió e dentro da cadeia começou a estudar, quando recebeu o alvará de soltura conseguiu entrar no estado como Guarda Civil. 

Quando o governador Ismar de Góis  Monteiro descobriu que ele havia sido cangaceiro convocou o secretário de Justiça do Estado, o senhor Ari Pitombo e disse que não podia ficar com ele na guarda pois ele havia sido cangaceiro, razão pela qual o secretário procurou o chefe da guarda, o major Caboclinho e o major disse que ele era entre os 38 guardas o melhor profissional que ele tinha. 

O Secretário resolveu fazer um concurso entre eles e José Alves contratou duas professoras, esqueceu as festas e curtições e foi estudar bastante o que lhe rendeu o primeiro lugar na primeira fase, na segunda fase se classificou entre os melhores e quase foi reprovado na parte de tiro, pois era acostumado com o Parabellun e teve que atirar com um 38, só passando depois que atirou com o parabellun e acertou o alvo, depois de duas sequencias de erros com a outra arma. 

Hoje José alves de Matos é aposentado como funcionário público estadual.


fonte:blogdejoãodesousalima

Um comentário:

Anônimo disse...

Vinte cinco nao e funcionario estadual, mas sim, federal aposentado do tribunal eleitoral. Ratificando ainda que, o mesmo nunca teve desavensa nenhuma com dada ou qualquer outro integrante do bando. Por determinacao de lampiao, o mesmo ficava se revesando entre um grupo e outro.(revelacao de uma de suas filhas)