16 junho 2013

REGISTRO/HOMENAGEM.

Natal, com seus poetas e boêmios, apreciadores da boa música, perdem Chico Elion – FRANCISCO ELION CALDAS NOBRE, assuense nascido a 16 de maio de 1930.
O Caymmi potiguar não resistiu aos problemas respiratórios que o atormetavam nos últimos tempos. Faleceu nesta quinta feira, 13, às 20h, na Policlínica do Alecrim, Natal, RN, onde estava internado há cerca de 15 dias.

Ranchinho de Paia
(Chico Elion)

Ranchinho de paia,
Que abriga você,
Nas paia do coqueiro,
E só a lua nos vê.
Ranchinho de paia,
Onde tudo é amor,
A beleza da praia,
E o canto do pescador.
Ranchinho de paia,
Onde o chão é de areia,
Onde nós dois se agasáia,
Nessa casinha tão feia,
Mas pouca gente,
É feliz como nós,
Um canta pro outro,
E do vento, escutamos a voz.
 

Dicionário Cravo Albin da MPB

Em 1948 Chico Elion fez sua estréia como cantor na Rádio Nacional do Rio de Janeiro com a música “Lavadeira”, de sua autoria e Capelinha. No mesmo ano formou dupla com Manoel Neves Cavalcante, de duração efêmera. 

Em 1951 fundou o Trio Acaiaca. No mesmo ano formou o Quarteto Marupiara, que teve pouco tempo de atuação. Em 1950 teve sua primeira composição gravada, “Moinho d’água”, por Aldair Soares na CBS. 

Em 1955 teve o samba “Se eu fracassar” gravado por Rinaldo Calheiros.

Em 1956 foi homenageado por seu filho, Kiko Chagas, no CD “Kiko Chagas canta Chico Elion”. O disco trouxe apenas regravações de obras suas, sendo três delas em parceria com Kiko: “Meu brinquedo”, “A flor e o beija-flor” e “Bom brasileiro”.

Entre 1960 e 1971 apresentou em diferentes rádios o programa “Varieté transa bacana”, no qual recebeu importantes nomes da música brasileira. 

Em 1981 teve a música “Rancho de paia”, registrada por Luiz Gonzaga no LP “A festa”. Como compositor teve músicas gravadas entre outros por Trio Nordestino, Trio Irakitan e Trio Marayá. 

Em 1995 lançou de forma independente o CD “Chico Elion e vozes amigas”, seu primeiro trabalho solo. 

Em 2010, foi homenageado e teve sua música “Lembranças de um solovox” gravada no CD “Gerações”, de seu filho Kiko Chagas. O disco consistiu em uma homagem, além dele, a outros dois compositores potiguares, os irmãos Manoel de Elias e Zé de Elias. 

Um depoimento
. 
A música de Tom Jobim tem o cheiro da música de Hianto de Almeida”. O depoimento é de Chico Elion, no livro “50 anos da Bossa Nova”, organizado pela pesquisadora Leide Câmara. A obra conta a trajetória de outro potiguar ilustre, natural de Macau e que viveu no Rio de Janeiro – Hianto de Almeida, falecido em 1964, com apenas 40 anos de idade, em Natal.


Do blog de Aluisio Lacerda - Com um fraterno abraço de Antonio Capistrano

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