29 novembro 2012

ARTIGO DE NATAL.

CAMPOS DECIDIRÁ SE WILMA É CANDIDATA AO GOVERNO.
Por Roberto Guedes - Jornalista - robertoguedes@nominuto.com 
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Não é à toa que o lançamento da candidatura da ex-governadora Wilma de Faria ao governo do Rio Grande do Norte em 2.014 suscitou polêmica em Natal assim que foi feito, na última terça-feira, 27, anteontem, pela deputada estadual Márcia Maia, filha e liderada dela no PSB.
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A despeito de aceitar que a imaginassem em momento de fragilidade política quando concordou em ser candidata a vice-prefeito de Natal na chapa vitoriosa, encabeçada pelo presidente regional do PDT, o advogado, ex-prefeito e ex-deputado Carlos Eduardo Alves, Wilma tem uma grande oportunidade de se reposicionar no cenário potiguar e catapultar uma nova candidatura à chefia do executivo potiguar, corteja suas possibilidades e deixa a decisão a respeito para ser tomada na hora certa.
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Fatores externos dirão oportunamente se ela trocará ou não a candidatura a deputado federal, que Wilma tem usado como escudo para que ninguém se assuste com o fantasma do projeto de suceder à médica Rosalba Ciarlini na chefia do executivo norte-rio-grandense.
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O principal destes é a disputa presidencial. Se o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, de Pernambuco, viabilizar sua candidatura à presidência da república ou precisar patrocinar projetos de candidatos efetivamente bons de urna nos estados nordestinos, visando seu fortalecimento em outro projeto ligado à sucessão da presidente Dilma Rousseff, Wilma terá tudo o de que precisa para surfar no pleito majoritário.
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São pelo menos três as variáveis locais que tendem a gerar sua decisão.
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Ela disputará a cabeça de chapa se se mantiver até 2.014 o quadro de rejeição dos norte-rio-grandenses à gestão de Rosalba, se o ministro da Previdência, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), insistir em não disputar o governo do Estado e se o vice-governador Robinson Faria, presidente regional do PSD, não conseguir fazer decolar seu projeto de chegar ao Palácio Potengí.
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O balaio decisório contém, porém, uma incógnita: se o prefeito Carlos Eduardo quiser disputar novamente o governo estadual, Wilma o ajudará acomodando-se na prefeitura. Até porque lhe sairia mais barato.
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