16 novembro 2012

ARTIGO DA SEMANA.


QUALIDADE DE VIDA
Por Rubens Coelho - rubensfcoelho@hotmail.com

A humanidade vive hoje numa verdadeira encruzilhada entre viver cada vez mais a comodidade oferecida pelos avanços científicos tecnológicos  que criam produtos sofisticados que oferecem certas facilidades para seu dia a dia,  carrões luxuosos vistosos, computadores de última geração, engenhocas das mais variadas formas, que usadas dão ao usuário a sensação  de bem-estar e status.

Criou-se até o termo “sonho de consumo” para definir o desejo muitas vezes alucinante que as pessoas têm de adquiri-las, não só para usá-las, mas  para se sentirem inseridas no ambiente social ao seu derredor, tão somente por uma questão de status. Existe todo um aparato indutor do indivíduo para esse caminho, que termina fatalmente no vazio, pois jamais, o satisfará plenamente, ou o fará por pouco tempo.

Ainda outro dia, vi pela televisão numa feira de automóveis, um grupo de pessoas, especialmente de jovens diante do estande onde estava um carro da marca Ferrari, elas olhavam o veículo com o semblante de adoração, um desses expectadores ao ser entrevistado, respondeu a repórter da TV, com os olhos marejando que em muitas noites sonhou dirigindo um veículo daquele. Para o entrevistado  a Ferrari transformou-se num  tremendo fetiche.   

É apenas um exemplo entre uma infinidade de casos onde a idolatria a objetos produzidos e comercializados  impregna o imaginário das pessoas, criando-lhes  falsas expectativas e angustia. O pior, é que os tempos estão mudando, na medida em que cresce a população mundial, hoje já são mais de sete bilhões de habitantes na terra, o consumo também aumenta extraordinariamente, as matérias primas mundiais escasseiam na mesma proporção. Num futuro próximo, os carrões, os ipad; iped, e outras geringonças do gênero, não mais poderão serem produzidas por falta de material para fabricá-las.
Essa aflição coletiva tem feito à busca de saídas quase sempre inócuas,  tem enriquecido muita gente com palestras e livros de autoajuda, verdadeiros estelionatos culturais, intelectuais e psicológicos, pois raramente chega a raiz dos problemas  que  não são somente individuais, mas  contextualizados no sistema. É a encruzilhada a que chegou a humanidade, entre viver numa sociedade extremamente materialista, soberba,  de apego aos bens de consumo ou voltar a simplicidade do que é verdadeiramente necessário para cada um se satisfazer em sua sobrevivência  sossegada, em paz consigo e com os outros. 
Ter saúde, uma família unida, tranquila, não faltar o  alimento na mesa,  ter uma casa  razoável para morar, dispor de alguns trocados para o seu lazer e da família, poder admirar a natureza que é bela. E, o mais importante, uma vida espiritual com Deus. Assim acontecendo, aí verdadeiramente teremos qualidade de vida. O mais são acessórios que enfeitam, mas, se atentarmos bem muita vezes, inúteis!

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