27 setembro 2012

ELEIÇÕES 2012 - MOSSORÓ, RN.


Novo marqueteiro tenta salvar “carga de pote” de Cláudia
O marqueteiro cearense Chico Teófilo é a última cartada da Coligação Força do Povo, que ampara a candidatura a prefeito de Mossoró da vereadora Cláudia Regina (DEM), para tentar salvar sua campanha.
Ele foi contratado para arrumar o “bonde andando”. É como amarrar carga de pote em caminhão que trafega numa estrada esburacada: difícil manter todos intactos até o destino.
Teófilo trabalhou em várias campanhas municipais em Mossoró e conhece bem a realidade sociológica do lugar. Nenhum dos atores principais lhe é estranho.
Sua contratação emergencial é para sanar boa parte dos desatinos produzidos até o momento pelo marqueteiro Neto Queiroz (que também está homiziado no jornal Gazeta do Oeste, com uma coluna).
Entre as proezas do comando de campanha de Cláudia Regina está a exaltação exacerbada do aluizismo, movimento político com mais de 50 anos e quase dizimado em Mossoró. Quem agradeceu a generosidade foi o deputado federal Henrique Alves (PMDB), que ganhou palanque considerável e de graça.
O desatino chegou a ponto de convocar militância “laranja” a sair de “verde”, cor que virou símbolo da adversária Larissa Rosado (PSB), numa apropriação potencializada pelo próprio marketing de Cláudia.
O encolhe-estica de pesquisas, não sabendo exatamente como tratar os diversos números desfavoráveis, foi outra derrapagem.
Não deve ser esquecido, que a candidata tem sido relegada a um segundo plano, como se a concorrente à prefeitura fosse a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Articulada, com bom conteúdo técnico e fôlego para a luta, Cláudia ficou presa numa camisa-de-força que também preferiu atacar familiares da candidata adversária do que miná-la diretamente.
Enfim, parece que a apologia de ranços e ressentimentos pessoais prevaleceram sobre a necessidade de se exaltar a candidata do DEM. O marketing do ódio desviou a campanha da prioridade: incensar Cláudia.
A tarefa de Teófilo é hercúla. Esse caminhão tem muito pote para ser amarrado nesses solavancos de escassos dias que faltam até às eleições.

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