28 setembro 2012

ARTIGO DA SEMANA.


CONTRADIÇÕES
(Por Rubens Coelho – jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)

Alguém já falou que a vida é movida por contradições. Que tudo produz sua negação.

Assim por exemplo, a vida pressupondo a morte como verdade absoluta, a beleza contrastando com a feiúra, a ternura com a rudez, alegria versus a tristeza, o prazer a dor, o amor o ódio, a verdade a mentira, o bem o mal, a humildade o orgulho, o destemor o medo, a fidelidade à traição, a construção versus a destruição. São contradições que se produzem e se reproduzem permanentemente e com as quais convivemos durante toda nossa existência.

A dinâmica da natureza se baseia nas contradições, elas são responsáveis pela evolução da vida e lhe dar sentido. Basta observarmos algumas de suas manifestações, por exemplo: o fogo e água, o calor e o frio, a floresta e o deserto, a montanha e a planície, a terra e o mar.

As contradições estão inseridas na sociedade e entre cada um de nós. Admiramos pessoas que se destacam por seus méritos pessoais nas várias atividades. Estas são cortejadas e imitadas. E ficamos mais abismados ainda se esses privilegiados se comportam com simplicidade e não exorbitam de sua posição. Enquanto outros tentam ou querem pertencer a uma escala social, cultural ou intelectual muito acima do que realmente são capazes. Se auto consideram verdadeiras excelências, sumidades e até gênios.Superestimam suas qualidades e virtudes o tempo todo, sejam verdadeiras ou não. E chegam a ponto de na sua mediocridade e boçalidade agressivas se irritarem com quem por algum motivo não reconhecer ou se penitenciar diante sua falsa proeminência. São os eternos presunçosos existentes em qualquer lugar.

Da gratidão surge a ingratidão, que é o ato de esquecer ou menosprezar quem num determinado momento o ajudou em algo, prestou-lhe algum favor e foi solidário na hora difícil. O pior é quando o ingrato ainda tripudia sobre seu benfeitor. Isso ocorre freqüentemente e o povo mordaz diz apropriadamente que o fulano que agiu dessa forma, “cuspiu no prato que comeu”. Não há comportamento mais execrável e cruel do que a ingratidão chega a ser desumano, mas é muito corriqueiro na sociedade.

Caro leitor, quando se tem consciência das contradições existentes no ser, fica mais fácil de levar e entender a vida.

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