20 janeiro 2012

ARTIGO DA SEMANA.

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DE QUE VALE
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)

O Brasil ser a quinta economia do mundo, ultrapassar o produto interno bruto(PIB) da Inglaterra, e ser um dos países de maior desigualdade social do mundo? De ter uma das maiores taxas de analfabetismo do planeta? De mais de três milhões de crianças e adolescentes estarem fora da escola? É inegável o país ter tido acentuada melhora geral na qualidade de vida da sua população nos últimos dez anos, mesmo assim ainda está longe de se assemelhar as nações do primeiro mundo, incluindo a própria Inglaterra.

A atual posição brasileira no ranking da economia internacional, sem dúvida alguma é motivo de orgulho para os patrícios, porém, não é de bom alvitre se gloriar dessa situação enquanto não houver igualdade de educação, cultura e renda para todos. Enquanto dezessete milhões de brasileiros viverem abaixo da linha de pobreza, ou seja na miséria.

É absolutamente incorreto se medir o desenvolvimento de um país, apenas pelos indicadores econômicos. É preciso levar em conta a qualidade de vida da população, tomando como parâmetro a educação, saúde; moradia; laser; conhecimento cientíico-tecnológico e cultura em geral.

Não é aceitável o tipo de desenvolvimento como o existente na China, com sua economia vigorosa, sendo hoje a primeira no mundo, ultrapassando a dos Estados Unidos. Entretanto, segundo dados da ONU, dos mais de um bilhão trezentos milhões de habitantes, as riquezas se concentram em apenas quatrocentos milhões de pessoas, proporcionalmente uma minoria insignificante. Tal distorção é inconcebível. Na Índia é a mesma coisa ou pior, pois lá a colossal economia, convive paralelamente a 46% da população vivendo abaixo da linha de pobreza.

O Brasil não pode, nem deve seguir esse caminho tortuoso de crescimento econômico. Está certíssima a presidente Dilma quando se preocupa em retirar os milhões de brasileiros da miséria. É preciso que um dia se possa dizer: a economia vai bem e o povo também. A concentração de renda, não é somente injusta, mas, sobretudo desastrosa para qualquer país que nos dias atuais assim permaneça, porque corre um sério risco de cair na desordem social de desfecho imprevisível.

Desenvolvimento econômico sem distribuição de renda, sem a melhoria geral nas condições de vida da população, é apenas crescimento. Sem oferecer assistência à saúde, educação; transporte; segurança; lazer e cultura de qualidade. É injusto, excludente e sem base.
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