13 novembro 2011

REFORMA ORTOGRÁFICA: NEM TODOS OS ACENTOS DIFERENCIAIS FORAM ABOLIDOS.

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Veja a frase abaixo:

"Quero por minha filha mais nova lá."

De fato, o Acordo Ortográfico tem trazido ainda muita confusão. Como a maior parte dos acentos diferenciais realmente desapareceu, a tendência das pessoas é imaginar que todos tenham sido suprimidos.

A verdade, porém, é que dois deles permaneceram exatamente como eram antes da reforma: "pôr", a forma verbal, continua recebendo o circunflexo que o distingue da preposição "por", e "pôde", forma de pretérito perfeito do verbo "poder", mantém o acento em oposição à forma de presente do indicativo ("pode").

Também foram mantidos os acentos das formas de plural do presente do indicativo dos verbos "ter" e "vir" (eles têm, eles vêm) e do "porquê" na condição de substantivo (em oposição à forma "porque", que funciona como conjunção).

Dessa forma, nada mudou em frases como as seguintes: "Vai pôr (colocar) os livros na estante", "Caminhava por (preposição) estradas tortuosas", "Não pôde (passado) ir à reunião ontem", "Hoje ela não pode (presente) sair cedo", "Eles têm (plural) medo do futuro", "Ele tem (singular) muita sorte", "Eles vêm (plural) para cá todos os anos", "Ele vem (singular) aqui de vez em quando", "Não se sabe o porquê (substantivo) de sua decisão", "Tomou aquela decisão porque (conjunção) foi pressionado".

A palavra "forma" agora pode ter o acento ou não quando a pronúncia do "o" é fechada. Assim, pode-se escrever "a forma de bolo" ou "a fôrma de bolo". Por estranho que pareça, o acento é facultativo. Recomenda-se o seu uso, porém, apenas nos casos de possível ambiguidade.

Abaixo, a frase corrigida:

Quero pôr minha filha mais nova lá.
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Fonte: Thais Nicoleti
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