18 novembro 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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NÃO SOMENTE NO RIO DE JANEIRO.
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail - www.jornalporanduba.com



Os brasileiros de todos os quadrantes do país têm visto com simpatia e entusiasmo a ocupação dos morros do Rio de Janeiro. Somente os insensatos ou simpatizantes de traficantes, não se sentiram regozijados pelo desfecho das investidas das forças de seguranças nas favelas cariocas. Lá a badidagem ditavam as regras, eram senhores da vida e da morte dos habitantes, em sua maioria absoluta constituída de trabalhadores honestos e honrados, que, sob a mira de fuzis e metralhadores,se tornaram reféns dos criminosos. Assim perdurou por décadas.

Porque somente agora os governantes tomaram a decisão de intervirem no poder paralelo existentes nas favelas? Nos leva a crer, que antes havido cumplicidade das autoridades com o crime organizado, pois se assim não fora, a situação não teria assumido as proporções em que se encontravam, com territórios completamente dominados pelo crime organizado, bem endinheirado e igualmente armado.

Não era comum, candidatos eletivos e até mesmo a governador, subirem os morros para pedirem a benção e voto dos chefões do tráfego. O apoio para as campanhas desses políticos sendo eleitos, os retribuíam, é claro, deixando agirem com absoluta liberdade. Essa promiscuidade entre autoridades e bandidos, levou a ausência do Estado nos morros e poder nas favelas entregues aos traficantes. E, para completar a tragédia, a desbragada corrupção do aparelho policial, onde altas autoridades, até secretários de segurança, passaram a fazer parte das quadrilhas. O filme Capitão Nascimento, baseado em fatos reais, mostrou essa nefasta mistura onde a linha divisória entre facínoras e autoridade era inexistente.

Agora, os governantes resolveram agir e os acontecimentos têm mostrado o quanto o poder paralelo dos traficantes nas favelas escravizava seus moradores, que ressabiados, discretamente aplaudem a ocupação das forças do governo nos morros, porém, desconfiados que isso esteja vinculado à preparação da Copa de 2014, que depois tudo será abandonado como antes. Fazendo o crime organizado voltar como mais força. Há muita torcida que não seja assim, mas gato escaldado não entra em água quente.

O combate aos traficantes não pode ficar restrito apenas ao Rio de Janeiro, ou São Paulo, tem de se estender para todo o país: do Oiapoque, ao Chuí, passando por Mossoró, os criminosos devem ser presos. Falamos dos grandes, os responsáveis pela distribuição. O avião de duas, três pedras de crak, um pouco de cocaína ou de maconha, não adianta, são peixinhos no oceano do tráfico aonde pontifica os tubarões, que infestam a sociedade morando em mansões em bairros elegantes e não em favelas como as do Tranquilin, do Do Fio ou Forno Velho.

A bandidagem que está dizimando nossa juventude com as drogas, deveria apodrecer nas prisões, sem direito a qualquer regalia. Ser confiscado todos os bens adquiridos por meio da comercialização das drogas, enfim, sofrerem penalidade máxima com extremo rigor. É o nosso pensamento.
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