04 novembro 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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IDOLATRIA
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)

Ídolo, tributo de respeito, paixão ou afeto exagerado a uma pessoa a quem se considera, esse é o significado da palavra, segundo o dicionário de Sérgio Buarque de Holanda. Como se vê, em primeiro lugar é preciso haver um motivo muito forte para que se possa considerar alguém como ídolo. E, havendo, se torna negativo e prejudicial quando, ao ídolo, se dedica uma paixão exagerada, denotando a idolatria, adoração como se fora deus ou deusa.

É comum no povo carente a idolatria a falsos líderes ou valores, muitas vezes induzidos a fazê-lo por interesses obscuros de algum segmento social ou de poder. Ou seja, nem sempre o ídolo é idolatrado com discernimento e justiça. 
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Não se pode negar o carisma e a extrema idolatria que o povo alemão dedicou a Hitler, a ponto de não enxergar ou não querer enxergar as atrocidades promovidas pelo brutal ditador. Do mesmo modo, podemos considerar o que aconteceu com Benito Mussolini na Itália. Foram ídolos resultados de uma conjuntura política favorável a esse tipo de populismo e massificados pela propaganda oficial e oficiosa em torno dessas figuras macabras que terminaram por dominar completamente a consciência em seus concidadãos, levando-os a catástrofe da Segunda Guerra Mundial, a derrocada de seus países com a morte de milhões de seres humanos, inclusive dos dois respectivos ditadores.

A idolatria é tão antiga quanto a humanidade, a bíblia nos diz que aproximadamente 1.500 antes de Cristo, quando Moisés conduzia o povo judeu para a terra prometida, livrando-o da escravidão no Egito, ao se ausentar da multidão por quarenta dias, ao retornar descendo o Monte Sinai, com as tábuas do Dez Mandamentos debaixo do braço, avistou seu povo dançando em torno de um bezerro de ouro, versão do boi Ápis, símbolo da idolatria pagã egípcia. Tendo Moisés ficado bastante irado com isso, pois eram manifestações de descrença no verdadeiro Deus em quem o profeta acreditava.

A idolatria, existe no mundo religioso contemporâneo. Adora-se imagens, objetos e esculturas feitos dos mais diversos materiais, como exemplo da imensa estátua de concreto do Padre Cícero Romão Batista, que anualmente atrai milhares de romeiro para adorá-la. Lugares como a mesquita de Meca na Arábia Saudita, onde dizem estar sepultado o profeta Maomé e aonde quem for muçulmano é obrigado a visitá-la pelo menos uma vez na vida. Indo para lá todos os anos milhões de peregrinos que se comprimem no local sem a menor condição de acomodação, provocando algumas vezes, tumultos e mortandade entre eles.

O apóstolo Paulo em suas cartas aos Corintos combateu a idolatria dizendo: ”Sabemos que o o ídolo nada é no mundo, e que não há outro deus, senão um só. Pois ainda que haja alguns que se chamem deuses, quer no céu, quer na terra, como há muitos deuses e muitos senhores. Todavia para nós há um só Deus o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todos as coisas, e nós também por ele.( 1º. Co. Capítulo 8 versículos 4,5; 6), respectivamente.
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