21 outubro 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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HÁ UMA INDIGNAÇÃO GLOBAL.
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)

A mídia tem nos dado diariamente, demonstração da indignação do povo contra as diversas maneiras de dominação e opressão. Seja contra regimes ditatoriais no mundo árabe, seja contra o desemprego e arrocho salarial na Europa, onde o capitalismo em crise, orientado pelo (FMI), querem jogar nas costa da população assalariada; dos trabalhadores, a carga pesada dos desacertos do sistema. 
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Em toda parte, há manifestação de insatisfação do povo contra a maneira do Estado governar os cidadãos. Mesmo no Brasil, aonde parece haver acomodação e indiferença quanto aos problemas cotidianos, a calmaria é apenas aparente. É latente na consciência coletiva dos brasileiros um profundo descontentamento com a situação vivenciada no dia a dia. Aqui se murmura contra os políticos; desmandos administrativos; - a corrupção reinante; a violência sem precedente, o intenso tráfico de drogas e a impunidade. Males que de um modo ou outro, são globalizados.

A diferença é que o país não atingiu ainda o estágio de desagrado psicológico capaz de transformá-lo em mobilização dos cidadãos e cidadãs comuns, contra todas as mazelas que afetam suas vidas. Mas os brasileiros não estão imunes ao que se passa no mundo. Muitos estão atentos e começando a perceber a necessidade de intensas mudanças nas relações entre a sociedade e o Estado, a classe dominante e a dominada. Que, não basta comer e beber, participar do consumismo devastador e desagregador, é preciso ser feliz. Ter um mínimo de fraternidade e solidariedade. Que o amor e respeito prevaleçam entre as pessoas, condição sine- qua- non para a dignidade humana.

Entre as ebulições sociais mundiais, uma nos chama atenção: as mobilizações feitas nos Estados Unidos, contra o símbolo maior do capitalismo, Wall Street,- centro financeiro localizado no distrito de Lowe em Nova Iorque. É lá que se acumulam as maiores fortunas do mundo, amealhadas sabe-se lá como. Sendo também a principal origem do capital financeiro especulativo, sem pátria que globalizado contribui para destruir a economia, provocando desemprego e miséria a milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive nos Estados Unidos.

O americano comum paulatinamente vai tomando consciência do verdadeiro inimigo, o capitalismo representado por Wall Stree: coração e estômago do monstro que devora a todos. E, como uma luta de David contra Golias, os americanos estão se mobilizando para combatê-lo. Podem até não matá-lo, mas certamente podem feri-lo mortalmente numa contenda que começou timidamente em Nova Iorque, cresceu e estar se expandindo internacionalmente.

Todo império, nasce, cresce, chega ao seu apogeu, depois vem o declínio e seu fim. A derrocada do império americano também não estar muito distante. Que o sucedâneo seja um sistema onde os valores humanos se sobreponham a qualquer outro. Onde o acúmulo de bens materiais não se transforme no objetivo principal das pessoas. Onde a natureza seja respeitada como parte essencial de todos os seres vivos, especialmente dom homem.
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