14 outubro 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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O ELO MAIS FRACO
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)

Sempre foi assim, no sistema capitalista, quando na opulência, os barões afortunados usufruem da maior parte das riquezas geradas pela labuta, produção e serviços realizados pelos trabalhadores. Quando, entra em crise, os endinheirados à custa dos esforços dos assalariados, nada sofrem, mas para preservarem seus fabulosos lucros, impõem políticas de desemprego e arrocho nos minguados ganhos dos empregados. Em outras palavras, essa é a mais valia, brilhantemente exposta por Karl Max em sua famosa obra O capital. Teoria a qual, mesmo tendo sido escrita há 144 anos (1867), continua atualíssima. Haja vista, os acontecimentos nos Estados Unidos e Europa, quem está pagando a conta?

A crise cíclica do capitalismo também foi prevista por Max, porque não seria diferente num sistema baseado na exploração do homem pelo homem, na competição, na disputa por matérias primas e mercado, elementos geradores de guerras, como os dois grandes conflitos mundiais, os atuais no Oriente Médio, no Iraque, no Afeganistão e outras tantas globais.

É claro, que os governantes e os serviçais do sistema, não tocam nesse assunto. Seus teóricos rebuscam e sofisticam as causas das crises, para não mostrarem o cerne da questão dos problemas periodicamente enfrentados pelo capitalismo, como os de agora. Agravados com a tensão existente no sistema financeiro internacional especulativo e parasitário.

O modo de produção no curso do desenvolvimento capitalista, foi passando pelo mercantilismo, revolução industrial, tornando-se imperialista, porém, sua essência permanece a mesma: - se apropriar da riqueza gerada pelos trabalhadores, em benefício de uma minoria dominante. Com essa finalidade é que existe a estrutura do Estado: partidos políticos; legislativo; judiciário;aparelho repressivo, exército, polícia, e a burocracia administrativa, que se completa com a superestrutura de dominação ideológica, a subjetividade cultural inserida, mesmo que sutilmente, no objetivo de dominação da classe abastada e dominante, sobre a grande maioria da classe dominada-, os trabalhadores, o elo mais fraco.

Nesse momento assistimos uma aguda crise do capitalismo mundial. A Europa, os Estados Unidos, enfim, as fortalezas capitalistas estão ruindo. No entanto, sua sobrevivência permanece, embora cambaleante pela desorganização das massas exploradas, que se ressentem de sua força e consciência revolucionários transformadora capazes mobilizá-las para dar cabo do sistema que as oprime substituindo-o por outro que tenha a humanidade como o centro de tudo. 
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Onde a fraternidade, a solidariedade e a igualdade prevalecessem, com absoluta liberdade de organização em todos os níveis,onde os cidadãos fossem os protagonistas do aparelho estatal e de governo, exercendo o poder de fato, evitando assim, o surgimento de burocracias e de castas dirigentes, sem elos mais fortes ou mais fracos, mas todos iguais. Socialismo? Não sei. Utopia? Sim, mas precisamos desse alimento para manter a esperança.
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