16 setembro 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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TEMOS QUE MUDAR
(Por Rubens Coelho - rubensfcoelho@hotmail.com)

Tenho ouvido aonde chego, alguém dizer: tem jeito não esse país não se endireita nunca! Só tem bandalheira, a degradação ética e moral avassalando os quatro cantos do território nacional. 
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Os bandidos de colarinho branco arrobam os cofres públicos impunemente, assaltantes a mão armada tomam conta das ruas das cidades e agora também das zonas rurais. A violência está em toda parte. Enquanto o cidadão acuado se enclausura em suas casas cada vez mais engradadas numa tentativa inútil de se proteger.

Esse é o assunto mais em Voga nas rodas de conversas em lugares onde possa se ter o mínimo de tranqüilidade para um papo descontraído. Num passado recente, as calçadas da residências eram os pontos de encontro dos familiares, amigos e vizinhos para esses convescotes lúdicos nos finais das tardes e início e as vezes até tarde da noite, dependendo do interesse entre os partícipes. 
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Nos dias hoje, teimar nesse costume saudável transformou-se numa verdadeira imprudência, pois a tranqüilidade pode se acabar de repente com a presença indesejável e perigosa de bandidos motorizados com armas apontadas para suas cabeças fazendo-os entregá-los tudo que for possível roubar das vítimas, que no final da cena de bestialidade ainda dá graças a Deus por não sair machucado e vivo do episódio. Essa é uma cruel realidade em toda parte, especialmente em Mossoró, aonde acreditamos não existir uma família se quer que não tenha sofrido algum tipo de violência semelhante.

Essa deterioração social, porém, não surgiu de um dia para outro, foi se dando num crescente ao longo do tempo, na medida em que não era contida pelos poderes constituídos da nação, lenientes com os desacertos por conveniência ou cumplicidade com o crime. Ou até mesmo, em nome da liberdade, da democracia, da justiça e do direito, foi-se deixando de lado o conceito de que não há liberdade sem disciplina, sem que o direito de um não fira o direito do outro. Quando prevalece a lei de Gerson, de se levar vantagem em tudo, aí, fica difícil ou quase impossível a harmonia social.

Cada de um nós temos responsabilidade sobre essa situação, mas responsabilidade maior para modificá-la é dos governantes, que têm o poder de dirigir, de legislar e fazer cumprir as leis. 
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Se houver conluios entre eles para contrariar os interesses do povo em seus benefícios próprios, então não há como se ter um Estado justo. Infelizmente é o que está acontecendo no Brasil atual com sua população, sem direito à saúde, educação e segurança pública, como deveria. Ainda mais quando a carga tributária a ela imposta é das mais elevadas do mundo. No entanto, o dinheiro arrecadado é descaminhado de maneira inescrupulosa por políticos e gestores desprovidos de um mínimo de ética e moral, ladrões mesmos. 
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Temos que mudar, expulsando-os da vida pública. Essa responsabilidade é cada um dos brasileiros.
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