29 julho 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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MUNDO CONTURBADO
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)

A semana está terminando com duas notícias trágicas que abalaram o mundo. A primeira, foi o violento atentado na Noruega, associado às mortes de dezenas de jovens inocentes assassinados, vidas ceifadas por um celerado que em nome de Deus, mas na verdade a serviço do demônio, praticou esse crime sem precedente num país democrático onde prevalece o estado de direito. 
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Mas, que, no entanto, não está a salvo da crise de valores predominante em todo o mundo capitalista, propiciando o surgimento de forças obscuras fascistas propagadora da bestialidade como solução para os problemas sociais existentes na nação.
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O psicopata da Noruega alegou para seu ato perverso, insano e desumano, a defesa de valores raciais, culturais e religiosos. Hitler também agiu da mesma forma quando levou o povo alemão à loucura do fanatismo nacionalista direitista, nazista, à segunda guerra com um final devastador para a Europa e para a Alemanha em particular.
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O episódio norueguês, não é menos trágico e certamente foi influenciado pelas guerras que os países capitalistas imperialistas tem feito em toda parte para manter sua rapinagem sem limite. Os genocídios contra a população indefesa, como tem ocorrido no Iraque, Afeganistão e na Líbia é uma violência inimaginável. A Noruega participa dessa tragédia como integrante da OTAN, organização militar que está levando a efeito o massacre na Líbia, buscando conquistar pelas armas às enormes riquezas petrolíferas lá existentes.
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Não podemos ver a barbárie cometida pelo norueguês, como um fato isolado. As condições objetivas e subjetivas do ambiente econômico e social do mundo capitalista, imperialista, é campo fértil para a violência e o surgimento de monstros iguais ao do país nórdico.
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Outra notícia triste foi à morte da jovem, 27 anos, Amy Winehouse, consumida pelas drogas. Valorosa compositora e cantora, revelação das canções americanas tradicionais: soul, blues e jazz, com sua voz suave e potente. Grande intérprete, que submergiu ao estrelato, a celebridade criada pela mídia, transformadora de pessoas em objetos de consumo, deixando-as no mais completo vazio, mesmo ricas, famosas e rodeadas por multidões sofrem a solidão, quando o ter não preenche o ser, especialmente do amor. Assim, sorrateiramente chegam às drogas como uma falsa solução para a fuga do terrível vácuo da alma, que produz a depressão, e a morte.
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Comparou-se Amy a Nina Simone, apenas artisticamente, pois a cantora negra, além de uma excelente interprete, tinha consciência política. Combativa lutadora pelos direitos civis dos negros americanos, na década de sessenta. Por isso colocada no ostracismo pela mídia e gravadoras. Só recentemente, perto de sua morte, com a idade avançada, é que foram se lembrar dela. Mas os aficionados da boa música, do jazz em particular, sempre a prestigiaram. Nina Simone nunca se envolveu com droga. Era forte e autêntica. Para ambas, nossa saudade.
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