30 junho 2011

ARTIGO.

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Conceito e atitude
(Por Cesar Santos - jornalista e empresário)
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No finalzinho de maio para início de junho, numa carta aberta à população, os médicos plantonistas do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) fizeram uma previsão macabra para o período do Mossoró Cidade Junina. A nota, carregada de sentimento negativo, sentenciou: “O Tarcísio Maia será palco do Inferno de Dante na versão junina. Todos os atores estão convidados. Cenas fortes de muita dor, pacientes crivados de balas, perfurações produzidas por armas brancas, traumatismo craniano grave, amputações traumáticas de pernas e algumas queimaduras básicas.” Em seguida, os homens de branco anunciaram que não iriam cumprir a escala de plantão do mês de junho. 
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Pois bem. Das duas sentenças, apenas uma se concretizou: os plantões no HRTM foram prejudicados pela ausência dos médicos. A outra, o “Inferno de Dante”, não se configurou. Graças a Deus. Foi o período junino mais calmo dos últimos anos, inclusive no Hospital Tarcísio Maia. Segundo levantamento feito pela direção da unidade de saúde, a redução do número de ocorrências foi de 75% em relação a junho de 2010. O atendimento de casos de acidentes, ferimentos a armas brancas e de fogo, entre outras ocorrências, aumentou apenas 5% em relação ao mês de maio, derrubando a performance negativa dos anos anteriores, quando o mês junino registrava aumento de 20% nos procedimentos de urgência. 
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O quadro positivo, evidentemente, é resultado do plano de segurança definido e executado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, em parceria com a organização do Mossoró Cidade Junina. Funcionou perfeitamente bem, sem necessidade de reparo. As três semanas de festa transcorreram com tranquilidade, sendo registradas apenas ocorrências leves, sem maior gravidade. 
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Assim sendo, os plantonistas do Tarcísio Maia erraram duas vezes: primeiro, na previsão, que não se concretizou; segundo, na forma como tentaram levar terror à população em nome de interesses individuais. Está na hora de esses profissionais reverem seus conceitos e atitudes ou as autoridades tomarem as devidas providências.
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