20 maio 2011

ARTIGO.

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Borboleteando
(por Joaquim Crispiniano Neto)
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As greves estão estourando no Rio Grande do Norte por todos os poros da administração Rosalba Ciarlini. E o governo dá mostras de impotência para resolver ou para ao menos dialogar e apresentar uma proposta que possa convencer os servidores das dificuldades que a governadora apregoa ter encontrado, fazendo cessar as greves e trazendo os serviços públicos de volta à normalidade. A proposta, porém, tem que ser concreta. Do tipo não posso dar trinta e quarenta por cento, mas posso dar de dez em dez, de cinco em cinco, de três em três... Mas, nadica de nada? Não dá para acreditar que a realidade é essa. 
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As lideranças sindicais são todas passadas na casca do alho e sabem de cor e salteado, como funciona o orçamento do Estado. Todos sabem que há dinheiro em caixa e que os direitos dos servidores estão garantidos por lei. Não adianta querer levar no chicote nem no "sambarilove". "De muito gorda a porca já não anda, de muito cega a faca já não corta". Esgotou a tática de ficar "rolando o lero" do Estado falido. O Diário Oficial desautoriza a prosa. A informação de que o governo guarda dinheiro para cumprir o calendário de obras da Copa do Mundo que foi soprada por um assessor da governadora no ouvido de um sindicalista foi a gota d'água para a radicalização do movimento. 
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Março passou e não chegaram os trinta por cento; junho se aproxima e, se os trinta ainda não chegaram está claro demais que os quarenta também não virão se não for debaixo de muita luta. A reação da governadora foi demitir três assessores, o sociólogo Manoel Pereira, ex-prefeito de Natal e várias vezes secretário de Estado, um dinossauro digno de qualquer museu do serviço público do tempo do bumba, que estava mais por fora das negociações que pensamento de preso, o delegado Ronaldo Gomes da chefia da Polícia Civil, e Carlos Lira, do Ipern. 
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A mesma reação de Micarla de Souza que troca de secretário como quem troca de roupa, mas não resolve a situação. Parece aquela infame piada do sofá do marido que encontrou a esposa traindo-o na sala e jogou fora o sofá, mantendo o casamento. Claro que não passou despercebida a ligação pelo menos do secretário e do presidente do Ipern com o senador José Agripino, conhecido como o maior construtor e presenteador de cavalos de Troia do Estado, dando opções políticas que quando eleitas se revelam desastrosas e dando aos(às) eleitos(as) assessores(as) que ajudam a construir com rapidez incrível, os desastres. 
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Vale lembrar quantos indicados por José Agripino ainda estão na gestão Micarla. E atentar para, até quando Carlos Augusto vai suportar os que ainda lhe restam. O Lira, por exemplo, é conhecido no Ipern, como "ex-vaqueiro da falida Fazenda São João". A observação é agressiva, mas foi o que ouvi lá dentro da repartição. 
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O fato é que Micarla de Sousa, manchete nacional do Fantástico, e ontem, do Bom Dia Brasil, estava servindo de cortina para Rosalba até agora. Mas, como vínhamos cantando a bola nesta colunoca, a identificação de imagens já é uma realidade. 
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Resta saber como Carlos Augusto, com sua reconhecida capacidade ravengariana, vai conseguir reverter.
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