27 setembro 2010

ARTIGO

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NINGUÉM PRECISA DE DROGAS PARA SER (IN)FELIZ.
Por José Romero Araújo Cardoso (*)

Drogas são sinônimos do que não presta, pois como o próprio nome indica personificam a decadência moral e material dos que a procuram visando, na ilusão de ser feliz, resolver algum problema que os afligem.

Infelizmente as drogas e todo esquema criptoeconômico a elas associado vem causando cada vez mais problemas à sociedade, desestruturando vidas de forma implacável e inexorável. As drogas simbolizam o mal em sua expressão maior, pois o poder destrutivo das mesmas impressiona pelo grau exponencial das mazelas a elas associadas.

Durante dezesseis anos vivi um casamento infeliz, cheio de percalços e humilhações, repleto de desmoralizações das mais altas e inadmissíveis intensidades. Sonhava em ter uma família como a que meus pais construíram, feliz, embora apresentando alguns problemas admissíveis, sobretudo em razão do vício do álcool por parte do meu pai.

Para suportar aquilo tudo, recorri às drogas, razão pela qual me arrependo amargamente. Estou lutando com toda intensidade a fim de me libertar da herança perniciosa da união matrimonial marcada pelos infortúnios da ausência completa de valores e de confiança.

Para sintetizar o drama que vivi, mas em processo de libertação, ilustro a situação com os seguintes dizeres: "Eu encontrei uma coisa que é mais amarga do que a morte— um certo tipo de mulher. O amor que ela oferece é uma armadilha ou uma rede para pegar você; os seus braços são correntes para prendê-lo. O homem que agrada a Deus consegue fugir dela, mas o pecador, não." (Ecleciastes 7:26).

Fujo do pecado, da descrença, pois busco Deus incessantemente, a cada instante, a fim de consolo para que nunca mais caia nas armadilhas impostas pela aflição causada por pobres de espírito que ainda não sabem respeitar seus semelhantes e nem a confiança depositada.

Drogas, com fé absoluta em Deus, jamais, pois ninguém precisa delas para ser (in)feliz. Somente desgosto e desilusões são os resultados de quem as procura. Nunca, em tempo algum, nenhum problema será resolvido se a humanidade continuar a buscar consolo nas drogas, iludindo-se de que as mesmas possuem “poderes mágicos” que possam resolver situações delicadas que porventura estejam sendo enfrentadas.

Drogas não levam a nada, pois o poder de destruição das mesmas é tão intenso que as conseqüências futuras não tardarão a ser vislumbradas por aqueles que acreditam no feitiço enebriante de suas “virtudes” extremamente maléficas.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto da UERN.
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