16 março 2010

- UM TRAJETO EM FORMA DE OITO.

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Em face do já iniciado processo para seleção dos próximos detentores dos mandatos que serão outorgados pelo povo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2010 (que, ao fim e ao cabo, serão praticamente os mesmos de pleitos anteriores), inegável, pois, que estamos a presenciar no atual cenário da política potiguar, como de praxe, uma espécie de “trajeto em forma de oito,” notadamente, pelas enfadonhas canções entoadas pelos políticos e ecoadas no âmbito dos órgãos de comunicação. Mas, por quê? É simples: discutem-se nomes, não propostas. Propostas?! Para quê?!

A imprensa, por necessidade, paga (ou recebe) o preço imprescindível para sua sobrevivência, fazendo ecoar frases sem sentido, declarações inoportunas e termos com efeito comparativo, principalmente as da lavra dos que insistem em ‘fazer política’ olhando sempre para o retrovisor. Esta tem sido a regra que permanecerá por um bom tempo, infelizmente. Aliás, nesse aspecto, as frases de efeito, previamente elaboradas, por terem acomodação garantida nas editorias políticas dos veículos de comunicação, passaram a dar a tônica do nível da campanha, de fato, já em curso.

A rigor, os nomes postos à sucessão do governo do estado, convenientemente, demonstram uma visível preocupação com a quantidade de apoios à pretensão de cada um, mas deixam de lado a discussão de propostas por serem consideradas, via de regra, como questão de somenos.

Do ponto de vista político/administrativo, a falta de vinculação dos nomes a programas/propostas de governo, evidentemente que, além do fato de ser encarada como questão de prioridade secundária (repita-se!), resta patente, pois, que o que fazer depois de alcançado o objetivo primordial, ou seja, vencer as eleições, vai depender principalmente da observância ao princípio da governabilidade.

Assim, os temas (problemas) que interessam ao povo, como segurança pública, saúde, educação, desemprego, são (e serão) apenas argumentos de discursos sem consistência, lastreados pela força do faz de conta, uma vez que as palavras ditas seguirão o trajeto do vento...

Herbert Mota
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