27 março 2008

- DR. PAIVA LOPES FALA SOBRE A DOENÇA DE PARKINSON.


Em entrevista exclusiva ao jornalista Kabi da Costa Lima, no site www.azougue.com, o neurologista PAIVA LOPES, teceu importante comentário acerca da doença do "MAL DE PARKINSON", cujo conteúdo, com a equiescência do ilustre jornalista, reproduzimos abaixo.


Azougue – Qual a origem do nome doença de Parkinson?

Paiva Lopes – É uma enfermidade que foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson.

Azougue – O que é exatamente a doença de Parkinson?

Paiva Lopes – É uma doença neurológica que afeta os movimentos das pessoas, causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Azougue – A doença de Parkinson pode ser considerada fatal? É hereditária?

Paiva Lopes – Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória nem o intelectual do paciente, como também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável. É degenerativa e evolutiva, mesmo com o tratamento medicamentoso adequado. A melhora com a medicação correta e um bom acompanhamento com o neurologista dá uma boa qualidade de vida ao parkinsoniano.

Azougue – Como surge a doença de Parkinson?

Paiva Lopes – A doença de Parkinson se dá em função da degeneração das células situadas no cérebro, chamada de Substância Nigra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que atua na realização dos movimentos. A falta da mesma compromete os movimentos normais do indivíduo.

Azougue – Qualquer pessoa pode contrair a doença de Parkinson?

Paiva Lopes – Sim. Qualquer pessoa pode ser afetada pela doença de Parkinson, independentemente de sexo, raça ou classe social. O aparecimento dos primeiros sintomas geralmente ocorre após 50 ou 60 anos, mas também, apesar de mais raro, aparece em pessoas jovens. Apenas 1% da população com mais de 65 anos têm a doença de Parkinson.

Azougue – Como um neurologista detecta a doença de Parkinson?

Paiva Lopes – O diagnóstico é essencialmente clínico e feito por exclusão de outras patologias degenerativas do SNC.

Azougue – Qual o tratamento ideal?

Paiva Lopes – O tratamento com medicamentos é o de preferência, apesar de já haver tratamento cirúrgico, principalmente nos pacientes mais jovens. A medicação mais utilizada, apesar de haver várias outras, é a Levodopa ou L-Dopa, que tem de ser usado continuamente com freqüentes mudanças nas dosagens. Também dissocia a terapias coadjuvantes, fono, etc. O bom acompanhamento médico trará ao paciente uma boa convivência com a doença.

(Fonte: www.azougue.com)

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