25 julho 2007

- REVISTA PAPANGU 42


Em meio a tanto ‘grampo’, segredos, busca e apreensão, e ao contrário dos políticos natalenses, como também dos ares e mares lamacentos de Brasília — desabando em descrédito —, os Papangus, fiéis e desprovidos de propinas, arregalam os olhos e chegam a Mossoró para tentar desvendar outros mistérios, desta feita, na Câmara Municipal. É lá que ‘treze nomes e um segredo’ enche de alegria o executivo mossoroense — a nossa chamada de capa.

No Autores & Obras, Meireles passeia na obra do professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ensaísta, pesquisador, teatrólogo, apresentador de TV e contista Tarcísio Gurgel e o seu polêmico, porém considerado marco zero da nova linguagem literária no Rio Grande do Norte, Os de Macatuba.

Túlio Ratto, com fotos de Carlos José, entrevista o jornalista Carlos Santos — vivente há mais de duas décadas, como ele mesmo diz, em um apostolado no jornalismo. O faro jornalístico de Carlos, críticas contundentes, comentários incisivos, o fazem ser odiado por muitos e admirado por quem aprecia o debate, o contraponto.

Na Especial de julho, Yasmine Lemos bate um papo com o cineasta Silvio Tendler. Produtor de cerca de quarenta filmes entre curta, média e longa-metragem, entre eles Os Anos JK — Uma Trajetória Política (1980); Jango (1984); Castro Alves — Retrato do Poeta (1990) e Carlos Mariguella, Silvio detém o maior arquivo particular, com mais de 5.000 títulos de filmes e vídeos, que documentam a História do Brasil nos últimos trinta anos.

O nosso Talento do mês é ‘Assis Marinho, o gênio maldito da arte potiguar’. Embora nunca tenha freqüentado uma escola de pintura, Assis já ganhou alguns prêmios em sua carreira, realizou várias exposições, individuais e coletivas, e diz preferir vender seus quadros pessoalmente. Para Iaperi Araújo, membro a Associação Brasileira de Críticos de Arte, Assis Marinho tem demonstrado um aperfeiçoamento e uma simplificação cada vez maior no sentido de adequar sua mensagem à nossa realidade. A matéria é assinada pelo jornalista Alexandro Gurgel.

No Artigo, ‘Iconologia Política de Mossoró, o Poder Hegemônico e Mitológico da Oligarquia Rosado’, do cientista social Francimar Barboza; Em Crônica, a poeta potiguar Rizolete Fernandes traz ‘Uma permuta inusitada’; a escritora Valéria Nogueira Eik descreve uma história interessante e surpreendente, ‘Por amor’, é o nosso Conto de julho.

Na seção Poemas, a aura de Dércio Braúna, Lilia Souza, Graziela Rebouças, Cefas Carvalho, Paulo Bomfim, Antonio Miranda, Laio Manhães e Artur Eduardo Benevides.

O chargista Amâncio, desenhista Juscelino Neco, nossos papangunistas, Marco Túlio Cícero, David Leite, Antonio Capistrano, Raildon Lucena, Túlio Ratto, Yasmine Lemos, Damião Nobre, Cefas Carvalho, Alexandro Gurgel e Louro Dedé expõem suas idéias, sem temerem escutas telefônicas, na melhor revista de humor e cultura do País.

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