12 julho 2007

- CERCA DE 70% DAS CIDADES BRASILEIRAS NÃO SABEM COMO DISPOR DO LIXO.

Cerca de 70% dos municípios brasileiros não destinam de forma adequada o lixo produzido pela população. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), Diógenes Del Bel, em audiência que discutiu os problemas ambientais decorrentes dos lixões. O debate foi promovido pela Subcomissão sobre o Gerenciamento de Resíduos Sólidos, presidida pelo senador Cícero Lucena (PSDB-PB). Tanto Diógenes quanto o coordenador nacional do Comitê de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), José Dantas de Lima, defenderam uma política nacional de resíduos sólidos, para compatibilizar competências federais, estaduais e municipais, bem como da sociedade civil, na área da Abetre, que reúne empresas especializadas em aterro, processamento e incineração de resíduos industriais. A política, afirma Diógenes, deve "viabilizar as condutas adequadas e coibir as inadequadas". Ele citou consultoria da Price Waterhouse, que identificou os empecilhos para melhorar a qualidade ambiental junto às empresas e à legislação do setor.
– Ninguém sabe em que condições estão armazenados os resíduos industriais ou se os padrões de qualidade ambiental são atendidos.
Os passivos ambientais no Brasil crescem ou decrescem? As metas de qualidade ambiental são adequadas? – perguntou o presidente da Abetre.
Dantas de Lima lembrou que os lixões são responsáveis pela poluição do ar e das águas, acúmulo de urubus, proliferação do mosquito da dengue e de ratos, liberação de gases e odores e contaminação do solo pelo chorume, que provocam impactos sobre a fauna e a flora. Ele calcula que existam cerca de 500 mil catadores vivendo em lixões – "sem contar os catadores de rua" –, alertando que a queima de resíduos por essas pessoas produz fumaça e gera danos ao meio ambiente e à saúde. Dantas disse ainda que é preciso unificar a atuação dos órgãos que tratam de resíduos sólidos, para que falem a mesma linguagem e resolvam problemas com critérios comuns, processos e licenciamentos simplificados.
O representante da Abes alertou para a necessidade de inventariar as áreas degradadas por lixões e recuperá-las por meio de um fundo nacional, advindo de multas ambientais. A inserção social dos catadores de lixo, disse, também é fundamental, com a implantação de programas de reciclagem. Ele pediu aos senadores que utilizem papel reciclado em seus gabinetes.Por fim, Dantas de Lima informou que o Ministério do Meio Ambiente encaminhará ao Senado proposta de política nacional de resíduos sólidos. (Fonte: Senado)
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