09 fevereiro 2007

-UM TERCEIRO MANDATO PARA LULA.

UM TERCEIRO MANDATO PARA LULA

Vi esta notícia, dada de relance em um desses canais de TV e, honestamente, não consigo imaginar de onde pode ter saído a idéia de um terceiro mandato para o presidente Lula. Trata-se, na melhor das hipóteses, de uma brincadeira de péssimo gosto; uma horrenda criação decorrente da falta de assunto sério; uma afronta ao estado democrático de direito. Neste prisma, não custa nada lembrar, só pra começo de prosa, a importância e cabimento, in casu, do velho dito popular: um é pouco; dois é bom; três é demais. O Brasil não precisa de um terceiro mandato executivo para quem quer que seja! A experiência da reeleição já foi suficiente para que, de uma vez por todas, se extirpe do nosso ordenamento jurídico este famigerado instituto. Parece que as relações nada convencionais com o louco presidente venezuelano, Hugo Chaves, estão deixando alguns palacianos extasiados e se achando no "direito" de plantarem notícias absurdas, como esta. Se é verdade que o poder embriaga e transforma as linhas de conduta e pretensões anteriores à ocupação de um cargo público, não menos verdadeiro é o poder da sociedade, por seus diversos segmentos, em resposta à aspirações desse tipo. É preciso, no entanto, não confundir a possibilidade de o Partido dos Trabalhadores emplacar um terceiro mandato na Presidência da República, com um terceiro mandato para o presidente Lula. Uma coisa é o povo brasileiro acatar a política levada a efeito nos oito anos dos dois mandatos do presidente Lula e, em decorrência disso, eleger um nome apoiado pelo atual governo; outra coisa é descer goela abaixo um terceiro mandato para Lula. O presidente Lula sabe que, diante da realidade da política brasileira, ele já chegou a um patamar que dificilmente será superado por outro presidente, principalmente advindo das camadas sociais mais baixas, como é o seu caso. (Herbert Mota)


- G E R A I S -
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Governo
Mossoró nunca teve uma participação tão grande numa administração estadual, como agora no segundo mandato de Vilma de Faria. Entre os muitos mossoroenses a ocupar cargos no primeiro e segundo escalões do Governo do Estado, merece destaque a nomeação do Poeta Crispiniano Neto para a Fundação José Augusto.
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Seis e Meia
O homem ainda nem sentou na cadeira e lá vai "cobrança:" poeta, veja agora se podemos ter de volta o Projeto Seis e Meia... Mossoró merece.
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Rádio Rural
A nova grade de programação da Emissora de Educação Rural de Mossoró, será lançada oficialmente no próximo sábado, dia 10 de fevereiro, a partir das 10:00 horas no auditório da emissora. Pelas informações do presidente da Fundação Santa Luzia, advogado Vinícius Victor, a receptividade quanto à nova programação, mesmo ainda não lançada oficialmente, está acima da expectativa.
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Paulo Linhares
Somente após a euforia, é que poderá ser aquilatada a falta que o advogado e administrador Paulo Afonso Linhares representará para a administração estadual. D. Vilma sabe muitíssimo bem...
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Perda
Perde a Administração Estadual mas, em compensação, o mundo jurídico é o grande ganhador, com o retorno de Paulo Linhares, um dos maiores nomes da advocacia do nosso Estado. Aliás, não acredito que a governadora tenha descartado o nome de Paulo, assim como deixou transparecer.
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Anti-candidatura (1994)
Quando D. Vilma de Faria, lançou uma espécie da anti-candidatura ao governo do Estado, eu me lembro muito bem. aqui pelas bandas de Mossoró, o nosso bravio PSB, presidido por Paulo Linhares, a acompanhou em todos os aspectos. Aliás, nas vezes em que ela veio a nossa cidade, a comitiva não nunca ia além de Paulo Linhares, Rogério Dias, José Afonso e mais alguns filiados.
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Candidatura (2002)
Nas eleições de 2002, a coisa já havia ganhado outro aspecto, principalmente no que concerne à representatividade em Mossoró, uma vez que o PSB já estava muito mais ampliado e com alguns nomes de peso, além de ela ter conseguido uma maior penetração do seu nome no interior do Estado. Mesmo assim, as duas maiores facções políticas de nossa cidade, uma comandada pelo Rosalbismo e outra pelo Rosadismo, não a apoiaram no primeiro turno. No segundo turno, diante da impossibilidade de união dos referidos grupamentos, ela teve o apoio do Rosalbismo, ampliou a sua votação e conquistou o seu primeiro mandato de Governadora.
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Primeira Hora
No seu primeiro mandato, àqueles que sempre estiveram no PSB e acompanharam a Governadora, deram a conotação de amigos de primeira hora, aos que passaram a apoiá-la somente no segundo turno, amigos de segunda hora. E foi exatamente esta a tônica para a divisão dos cargos.
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Segundo Mandato
Agora não existe mais essa história de primeira hora ou segunda hora; todos estão no mesmo patamar. O que prevalece, segundo a própria governadora, é apenas a "política das cotas" (ou densidade eleitoral?)

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