27 fevereiro 2007

-ARTIGO

PECADOS MUSICAIS

A grande maioria dos músicos aprendeu a tocar ou cantar pelo devido fato de nascer com o dom, mas não tiveram o interesse de se alicerçar musicalmente. Daí, inúmeras gafes acontecerem em suas linguagens musicais. Por exemplo: muitos confundem acorde tonal com acorde inicial, já que acham que um acorde inicia num determinado acorde. Na verdade aquele acorde é o tom dá música. Erro fatal! Como exemplo, posso citar a música "Amor Perfeito", de Roberto Carlos, que inicia com o acorde SI menor, mas o tom é LÁ. O tom de uma música nos dá uma sensação de repouso, enquanto que os demais acordes do encadeamento harmônico nos pedem resolução. Por isso é que, via de regra, nem todas as musicas iniciam ou terminam com seu acorde tonal. Alguns músicos se gabam afirmando que tal música tem vários tons. Na verdade, a maioria das musicas tem apenas um tom; quando há uma modulação ela passa a ter dois tons. Outros confundem tom com acorde e com nota. A nota representa apenas um som. Em uma melodia há varias notas em intervalos diferentes. O acorde é um conjunto organizado de três ou mais notas, enquanto que o tom é o acorde principal de uma musica. Já outros confundem ritmo com estilo, o que é inadmissível. O ritmo é uma seqüência de sons com intervalos regulares, enquanto que o estilo é uma variação rítmica. Outra confusão maluca herdada dos mais velhos, é quando quem está cantando, sinaliza com os dedos o próximo acorde de uma seqüência. Por exemplo: o cara está cantando uma canção em DÓ maior e ergue dois dedos intencionando Sol maior, ou ergue três dedos suplicando o Fá maior. Isso é algo ridículo. Teoricamente, o 2º grau de Dó maior é Ré menor e o 3º grau é Mi menor. Tudo isso sem citar as músicas atonais, que são aquelas em que não há tom. (Viví - músico e professor)

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