21 dezembro 2006

-SOB FORTE PRESSÃO POPULAR, CÂMARA E SENADO ADIAM PARA 2007 AUMENTO DE SEUS PRÓPRIOS SALÁRIOS.

A forte pressão popular, mediante manifestações por todo o país, obrigou as mesas da Câmara e do Senado a adiarem para 2007 a definição sobre o aumento dos salários dos parlamentares.
O velho ditado popular que diz: "QUEM TEM FÊ-Ó-FÓ TEM MEDO", nunca esteve tão em voga. Quando vi hoje cedo na TV a cara do Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado, dizendo: "eu não tive nada com essa questão do aumento... isso é coisa da Câmara... vamos aguardar a Câmara se posicionar", confesso que fiquei com uma leve sensação de ter feito a coisa certa, ao externar publicamente a minha posição contrária a vergonhosa decisão conjunta das Casas legislativas (Câmara Federal e Senado), concedendo o vergonhoso aumento de 91%, sobre os seus vencimentos.
AUMENTO ANTERIOR - Convém lembrar, por importante, que os nossos ilustres parlamentares, mediante um artifício idêntico, elevaram seus salários pela última vez em 2003, quando os vencimentos passaram de R$ 8 mil para R$ 12.847,20, igual ao salário dos ministros do STF-Supremo Tribunal Federal, na época.
SOB PRESSÃO - A forte pressão popular contra o reajuste de 91% nos salários de deputados e senadores obrigou a Câmara dos Deputados a deixar para 2007 a discussão sobre o aumento salarial dos parlamentares. Por falta de acordo entre os líderes partidários, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), nem chegou a incluir na pauta da Casa Legislativa na sessão de onten a noite o projeto de decreto legislativo que aumentava de R$ 12.800 para R$ 16.500 os salários dos deputados.
PARA NÃO ESQUECER - Na semana passada, as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado aprovaram o reajuste dos salários para R$ 24.500 por meio de um ato administrativo que não foi submetido à aprovação dos plenários. O STF (Supremo Tribunal Federal) considerou a medida inconstitucional, barrou os supersalários e obrigou os parlamentares a aprovarem mudanças nos subsídios em plenário.

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