30 setembro 2006

-WILMA DE FARIA LIGOU PARA MIM

Vilma utiliza tele-marketing para seus últimos contatos com eleitores antes do pleito

Hoje em Mossoró é feriado municipal dedicado à abolição da escravatura, ocorrida em 30 de setembro de 1883, portanto cinco anos antes da vigência da Lei Aurea, assinada pela Princasa Isabel em 13 de maio de 1888. Às 09:30h, toda o telefone aqui do escritório e eu atendo. Do outro lado, um tanto surpreso, ouço a voz da governadora Wilma de Faria. Pede lilcença e, em 30 segundos, faz uma síntese do que representou os quase quatro anos do seu governo para Mossoró. Posso afirmar que esse gesto da lavra da assessoria de campanha da governadora não mudou o meu voto, mas serviu como uma espécie de reforço. Para aqueles eleitores que estão realmente indecisos, a iniciativa dete ter um peso considerável, já que este poderá ser o último contato do elitor com a candidata, antes daquele se dirigir ao seu local de votação.
GERAIS
URNAS - "Em guarda!!!" Esta é a frase/alerta que todos os candidatos vão ter a sensação de estar ouvindo das urnas, na hora em que estiverem exercendo o direito de votar, inclusive neles próprios.
CARAÚBAS - Até poucos dias atrás quando efetivou-se a entrega de uma obra do Governo do Estado, o município de Caraúbas, mesmo governado por um prefeito do PSB, era um dos poucos da região oeste do RN onde a governadora estava propensa a não ter o desempenho esperado no seu projeto de reeleição. Hoje, ao que tudo está a indicar, a situação está totalmente revertida.
MOSSORÓ - Por aqui, é quase certo que não teremos surpresas, uma vez que o Presidente Lula será o campeão de votos; Garibaldi Filho será o primerio colocado, embora com uma margem muito inferior ao esperado por ele; Rosalba tende a ser a mais votada pera o senado, podendo, inclusive, ter votação superior à do presidente Lula; Larissa Rosado tende a ser a mais votada para a Assembléia Legislativa e, logo a seguir Leonardo Da Vinci; e, Betinho Rosado deve mesmo ser o federal mais votado, seguido de Sandra Rosado.
ELEITORAL - No desempenho de suas funções, o Magistrado não precisa sentir-se "Deus" para fazer valer a lei. Não! Basta apenas ser justo. No transcorrer da presente campanha, o Juiz de Direito Manoel Padre Neto, na titularidade da 34ª Zona Eleitoral, está fezendo escola: mostra competência e dá um show de conhecimento e atenção ao verdadeiro patrão da nação, O POVO.
LINKS - Vale a pena conferir o conteúdo dos seguintes links:
Jornalista Carlos Santos: http://www.herzogcarlos.blogspot.com
Jornalista Thaisa Galvão: http://www.thaisagalvao.zip.net
Site Mossoró Notícias: http://www.mossoronoticias.com.br
Site Jornal Página Certa: http://www.jornalpaginacerta.com.br
ARTIGO - A jornalisata Bernadete Cavalcante, que tem sido bastante elogiada pelos seus pensamentos escritos e postados neste Blog, nos presenteia com mais um brilhante artigo. Confira.
Foi surpresa pra você? Também não foi para mim.

A ausência do Presidente-candidato no debate da última quinta-feira, não se constituiu em nenhuma surpresa para mim, e acredito que, tampouco, para quem tem acompanhado, mais de perto, o desenrolar dessa campanha.
E, para quem acha que o fato não teve nenhuma importância, se engana perfeitamente. Ouvir o eleitor, principalmente aquele que chamamos de “Povo”, no ponto de um ônibus ou em qualquer outro lugar, onde, por razão comum, eles se juntem, mostra que a nação brasileira, mesmo os que se consideram "limitados“ do ponto de vista político, são perfeitamente capazes de entender muito bem os fatos e emitir uma opinião, no mínimo lógica, sobre as eleições presidenciais ou governamentais.
A minha constatação se confirmou ainda mais, quando presenciei uma mulher de cabelo desalinhado, roupa bem surrada, chinelos de dedo, um saco velho na mão contrastando com um celular, se intrometendo, sem pedir licença, na conversa de duas estudantes, quando as garotas iniciaram um “debate”, dentro do ônibus, sobre o Debate da noite passada.
Ouvi tudo atentamente e quando as estudantes desembarcaram, ousei perguntar:
- Por favor, você viu o debate?
Ela voltou-se surpresa, confirmando se a pergunta era mesmo para ela e respondeu: Sim. Por que?
- Escutei atentamente o que você disse as garotas a respeito do debate de ontem e da última terceira-feira, e percebi quão centrado é o seu entendimento com relação aos dois.
Aí ela justificou a sua opinião acrescentando:
- Eu gosto de política. Quando morava em Afonso Bezerra, trabalhei numa casa que tinha um livro ensinando a falar como um político.Todo dia, quando terminava meu serviço, eu lia um “pedaço” e fui vendo que não é para acreditar em tudo que escuto, por que os políticos sabem como falar para convencer. E quando eu não vi o presidente no DEBATE, eu sabia que era porque ele não ia saber responder sobre essas coisas de roubo do governo que dizem e convencer o povo, por isso não foi.
As palavras daquela mulher me reportaram ao discurso do então candidato a governador, Geraldo Melo, em 1986, que como grande orador que é “convencia” a todos que a “grande vítima” do desastre que matou os trabalhadores da sua Usina, era Ele e tão somente Ele, muito mais que àqueles pobres homens e seus familiares que choravam a dor da perda. Nunca pude esquecer tamanha hipocrisia. Certamente Geraldo teria lido o tal livro.
Ignorando sobre o que eu pensava naquele instante, a desconhecida continuou: “Eu também vi que dona Wilma não soube falar no debate, ela tremia a voz. Mas eu acho que ela fez muita coisa, eu até votava nela, mas quando ela foi dizer aquilo do dinheiro da COSERN, eu vi que ela tava fazendo o que dizia o livro e eu me lembrei de Afonso Bezerra, eu não sabia pra onde tinha ido todo dinheiro da COSERN, mas eu sabia que um"pedaço" tava lá em Afonso Bezerra, tinha ido no “formato d’água”.
Ouvi, sem nada responder, e a desconhecida ainda teceu seu último comentário, antes de desembarcar, sobre o programa bolsa escola. “Todos dizem que vai acabar caso a Lula perca, mas eu sei que não vai, pois se já tá no papel, ninguém vai tirar”. Para ela as "coisas no papel” não podem sofrer alterações. Como falava em voz um tanto alta, percebi que a “opinião espontânea” daquela mulher fez com que os demais, sentados lado a lado, ficassem à vontade para também emitir uma opinião sobre o debate e o Presidente, parecia que todos concordavam num ponto: Ele foi “fraco”, não comparecendo.
Sem entrar na discussão, emiti, para mim mesma, uma opinião sobre aquele Debate, onde três candidatos, de posturas diferentes, tinham um denominador comum eram enfáticos na tese de levar a eleição para ser decidida num segundo turno. A candidata do PSOL parecia um “remake” feminino do Lula do passado. Vê Heloisa Helena falando era revê o Lula de 1989; a mesma postura, a mesma linguagem, o mesmo radicalismo, os mesmos anseios e opiniões sobre a nação e seus governantes.
Mas, além da postura radical (e porque não esclarecedora) da senadora, do discurso “sonhador” (mas possível de realizar) de Cristovam Buarque, tivemos um Geraldo Alckmin tentando demonstrar uma hombridade que, todos sabem, a sua administração paulista e a gestão de oito anos do seu maior aliado, Fernando Henrique, não tiveram. E por falar em Alckmin, tudo que vi da sua candidatura, em Natal, foi um pequeno “outdoor”, na tradicional “casa de pedras” de Petrópolis, além de um adesivo na motocicleta do “eleitor-eclético” João Maria Árbitro (Joca), o qual faz questão de ressaltar que não vota a favor de Alckmin, mas contra Lula.
Tão ruim quanto a ausência do Lula, fato que confirmou, mais uma vez, que ele indiscutivelmente aderiu às práticas que ele tanto condenou nos seus adversários do passado, foi assistir, hoje pela manhã, no Bom dia Brasil, o avião da Força Aérea Brasileira, (numa imagem que a tv fez questão de mostrar), como o meio utilizado pelo Presidente, para ir fazer campanha em São Bernardo, cidade onde ele diz que nasceu politicamente e aonde era mais importante estar, na noite passada, do que num Debate.
Muito bem Senhor Presidente temos caminhos e escolhas, contudo eu diria que São Bernardo pode até ser o seu berço político, mas foi toda essa Nação que o fez Presidente, a quem você deve respeito e explicações.

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