ARTIGO
. CONTO DE FADAS. (Por Nelson Motta) Diz a lenda que, com Zé Dirceu cassado pelo mensalão, Lula escolheu Antonio Palocci como candidato a seu sucessor em 2010. Um quadro político de alto nível, com credibilidade, moderação e sucesso no comando da economia. Não era um poste ou um burocrata, mas um político experiente, respeitado e eficiente, que amadureceu e cresceu no poder. Uma ameaça aos radicais do PT e aos fisiológicos do PMDB, Palocci representava o melhor do governo Lula, sua continuidade e avanço. Dele se poderia esperar decência, competência e respeito à democracia e às liberdades, e que não trataria a oposição como inimiga. A candidatura de Palocci provocaria entusiasmo até entre oposicionistas, colocando em polvorosa o ninho tucano. Quem poderia enfrentá-lo com mínimas chances? Se levasse uma chinelada de Lula em 2006, Alckmin não teria apetite nem cacife para enfrentar um Palocci popular e articulado, turbinado pela popularidade de Lula, em 2010. Nem Serra, que prefer...