22 janeiro 2013

ANO NOVO DE NOVO
Por Rubens Coelho - jornalista - rubenscoelho@hotmail.com

É assim a roda do tempo, de doze em doze meses, vem a sucessão do ano com todo seu aparato de retrospectivas do que passou e projetos para o futuro. Em resumo, pensamos que controlamos  as coisas, mas nada, elas acontecem ao sabor das circunstâncias. 
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O poeta Mário Quinta, disse bem, quando pronunciou a sentença: “O tempo não para! Só a saudade  é que faz as coisas  pararem no tempo”.  Quando olhamos para trás, damos conta de que não realizamos tudo que queríamos, no entanto, somos recompensados por realizações não planejadas. 

Numa demonstração cabal da nossa incapacidade de domínio sobre o futuro. Embora, façamos nossos projetos, tracemos nossas metas,  a  caminhada segue uma estrada tortuoso, de altos e baixos onde prevalece o desconhecido. A presença do inusitado é quem dá sentido a vida. 

O escritor Fernando Sabino, dizia que o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Esse é o nosso tempo, marcado formalmente por relógios e calendários.  
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O tempo de Deus, é outro, inacessível ao ser humano,  porém, determinante na vida de cada um. Em Eclesiastes  capítulo  três versículos de um a dois, está dito: ”Tudo tem seu tempo para todo o propósito debaixo do céu. Ha tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou”. Esse é o tempo verdadeiro, controlado pelo nosso Pai Criador que conduz nossas vidas e o nosso futuro. Fora dessa premissa o mais é uma quimera que serve para alimentar a alma e o coração.
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De qualquer maneira, dentro dos parâmetros humanos, os doze meses, os trezentos e sessenta dias convencionais para a mudança do tempo, para os ocidentais regidos pelo calendário gregoriano, nos faz traçar novos planos e metas a serem atingidas. Traz-nos  sonhos e novas esperanças de vê-los realizados.  É a dinâmica, a motivação para a vida, sem a qual tudo perde o sentido.
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Daqui a três dias, termina 2012, inicia-se 2013. O que passou não foi ótimo do ponto de vista coletivo no País, mas também  não foi ruim, o povo brasileiro o transpôs sem maiores turbulências, a não ser a violência do dia a dia que em vez de diminuir aumentou. Já no Estado do Rio Grande do Norte, a crise de gestão ainda não foi superada, pelo contrário. Em Mossoró, termina com a mudança de comando no Executivo, e como sempre acontece, trazendo a esperança de melhoria para sua população.
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Enfim, Viva o Ano Novo! Que a luz do Espírito Santo de Deus, resplandeça trazendo, saúde, paz e prosperidade  para todos. É o nosso desejo de coração.

Mossoró, RN, 28 de dezembro de 2012.

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