19 agosto 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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MEDIDAS NECESSÁRIAS
(Por Rubens Coelho - jornalista – rubensfcoelho@hotmail.com)
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O tema é recorrente neste espaço, já escrevemos inúmeras vezes sobre algumas questões simples que a prefeitura de Mossoró deveria ter tomado providências há muito tempo, visando facilitar os munícipes a viverem com mais comodidade. Mas, o que é fato é que foram sempre negligenciadas. 
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Uma delas diz respeito acessibilidade não só dos deficientes físicos, mas de qualquer pedestre que se atreva a transitarem pelas ruas, avenidas e praças da cidade. No centro é quase impossível essa aventura. A começar pelas irregularidades das calçadas, cada qual de diferente nível , umas altas outras baixas, umas largas outras estreitas,com batentes, inclinações, rebaixamentos, enfim, verdadeiro pandemônio. 
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Os proprietários de imóveis parecem não terem consciência de que se trata de uma área pública que teria de obedecer um padrão homogêneo quanto a altura, largura e até o tipo de piso a ser utilizado. Cada um faz da maneira que lhe aprouver. E, para complicar mais ainda, quando não são os próprios lojistas que colocam mercadorias em exposição nas calçadas, temos as barracas ao longo dificultando ainda mais a locomoção das pessoas, especialmente de idosos e deficientes
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Essa situação vem perdurado por muitos anos, sem que o poder público municipal desse qualquer importância. Tudo indica que agora, por determinação do Ministério Público e inclusão da OAB na parada, estão procurando a solução do problema. Já era tempo, poderíamos até dizer passou do tempo. Mas antes tarde do que nunca.
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O direito de ir e vir não pode ser prejudicado por causa dos interesses de uma minoria em detrimento da maioria. Andar livremente pelas ruas deve ser preservado mesmo tendo de contrariar uns poucos que não pensam coletivamente. Portanto, fazer os comerciantes do centro da cidade reformar as calçadas de seus estabelecimentos, obedecendo o código de postura do município, retirar as barracas da área central é uma necessidade premente em benefício de toda a comunidade mossoroense. 
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No que diz respeito aos barraqueiros, por uma questão humanitária, é preciso conseguir um meio desses trabalhadores continuarem suas atividades de onde tiram o sustento para si e o da sua família. Darem condições desses pequenos comerciantes se fixarem num lugar adequado.
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É válida a preocupação dos gestores com grandes obras estruturantes, mas não podem descuidarem das pequenas providências prementes para o bem-estar da população.São coisas simples, como a de desobstruir os passeis para a locomoção dos transeuntes, para tornar a cidade mais humana e moderna.
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