05 agosto 2011

ARTIGO DA SEMANA.

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O IMPÉRIO EM DECLÍNIO.
(Por Rubens Coelho - jornalista - rubensfcoelho@hotmail.com)
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Desde o início do século XX, os Estados Unidos se transformaram numa potência mundial. Os americanos não participaram da primeira guerra mundial, mas fizeram bons negócios com os países envolvidos no conflito. No final, emergiu como potência economicamente forte, enquanto os que guerrearam como Alemanha, Inglaterra, França, Russia e Japão, entre outros, terminaram a contenda com suas economias arrasadas, deixando o campo livre do comércio mundial para os americanos explorarem em condições vantajosas para eles.
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Surge o nazismo na Alemanha com Hitler, na década de trinta, com sua política de intervenção e conquista de outros países do continente europeu, exceção da Itália fascista parceira da Alemanha hitlerista, ao mesmo tempo que o Japão adotava igual política expansionista na Ásia.  Foi criado o Eixo, aliança dos três países citados.
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Quando a Alemanha em 1939 invadiu a Polônia e continuou com sua política de agressão expansionista à Europa, a resistência ao nazismo ficou por conta da Inglaterra e da ex-União Soviética. Enquanto  os Estados Unidos, continuavam com transações comerciais com os dois lados em conflito.
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Somente em dezembro de 1941, quando o Japão bombardeou a base naval americana, no arquipélago Pearl Habor, no Pacífico, foi que os Estados Unidos entraram na guerra ao lado dos aliados contra o Eixo.  Em nenhum momento, o território americano sofreu diretamente ataque dos inimigos. Terminada a Segunda Grande Guerra, a Europa e o Japão estavam arruinados, enquanto os Estados Unidos surgem como a maior potência industrial e econômica do planeta. A partir daí, a inclinação imperialista se manifesta com força, fazendo guerras em toda parte:  na Coréia, depois no Vietnam, na Camboja e por aí afora.
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Enquanto isso, a Europa, o Japão e a Coréia do Sul, se desenvolvem em pouco tempo, passam a disputar o mercado mundial com seus produtos mais competitivos. E, mais recentemente o gigante Chinês, fabricando produtos descartáveis e de baixo custo, inundam o mercado americano e internacional. Os Estados Unidos estagnados perdem a hegemonia no comércio mundial, mesmo assim, os governos de Bush e Bush filho, continuam fazendo guerras, como as do Iraque e Afeganistão, gastando bilhões de dólares nesses conflitos.
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Agravando mais ainda a situação, o governo de George Bush adota uma política de redução de impostos dos ricos, aumentando ainda mais o déficit fiscal até chegar ao patamar astronômico  de 14 trilhões de dólares, obrigando Barack Obama a pedir socorro ao congresso para aumentar em mais dois trilhões de dólares a capacidade de endividamento dos Estados Unidos, sob pena de um monumental calote, ou seja não pagar aos credores.
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O Congresso aprovou a medida. No entanto, não resolverá. É analgésico para doente terminal, a crise é estrutural, a economia americana está dominada pelos grandes conglomerados financeiros e empresariais, que não abrem mão dos seus super lucros, e a sociedade americana é altamente consumista. Portanto, o império estar em inexorável  decadência.
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