15 julho 2008

- SOB FORTE PRESSÃO, SENADO RECUA E DESISTE DE CRIAR CARGOS.


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Parece que aquele velho e batido refrão que assevera que "quem tem cu tem medo" prevaleceu lá para as bandas do Senado Federal. Hoje pela manhã a Mesa Diretora daquela Casa decidiu arquivar a proposta que criava para si (leia-se senadores) nada menos que 97 cargos, ao total arrepio da lei, ou seja, sem concurso público, com salários de quase R$ 10 mil. Mas é bom ficar claro que a decisão dos integrantes da Mesa, inclusive por unanimidade, não veio por serem eles bonzinhos. Não. Eles decidiram recuar na criação dos cargos, sob forte pressão popular, não obstante na semana passada os mesmos parlamentares tenham aprovado a medida. Um fato interessante, é que os integrantes da Mesa nem chegaram, formalmente, a se reunir para discutir o assunto. Por telefone, os integrantes da Mesa conversaram com o presidente Garibaldi Alves (foto) e comunicaram a decisão de recuar na proposta. Os nobres senadores sabem (ao menos espero) que somente o plenário da Casa pode deliberar sobre a criação de cargos, por meio de um projeto de decreto legislativo. Assim, com o recuo, o projeto nem será elaborado. Ao menos por enquanto. Merece registro de nossa parte, que na reunião da Mesa que decidiu a criação dos cargos, o presidente Garibaldi Alves foi o único a se mostrar contra as novas funções, mas acabou vencido pelos demais sete senadores que compõem o comando do Senado. Alguns deles "justificaram" a medida com o argumento de que havia sido referendada pelos líderes partidários. Estes, por sua vez, juraram de "pés juntos" que desconheciam completamente a matéria. Entreanto, indagados sobre a assinatura da maioria deles no documento com a sugestão de criação dos cargos, disseram que assinaram sem ler o documento apresentado pelo Senador Efraim Morais com a sugestão de criação dos cargos. Atualmente, cada senador tem direito a contratar seis assessores e seis secretários parlamentares. Esse número (12 funcionários) pode crescer se o parlamentar decidir dividir o salário de R$ 9.979,24 (pago para cada assessor) entre um número maior de funcionários, o que acarreta, é óbvio, remunerações mais baixas.
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