02 outubro 2006

-ELEITOR IMPÕE DERROTA AOS SANGUE-SUGAS

Eleitores não perdoaram envolvidos no escândalo
Os eleitores não perdoaram os parlamentares envolvidos no escândalo dos sanguessugas. Dos 64 deputados e senadores que respondem a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e foram candidatos, 56 deles (92,1%) foram derrotados nas urnas. A grande maioria passou longe do número necessário de votos para garantir o retorno. Apenas oito citados no caso conseguiram se eleger. Cinco deles, no entanto, começam o novo mandato já respondendo a processos de cassação.
RIO E SÃO PAULO - Os eleitores do Rio e de São Paulo impuseram derrotas acachapantes aos sanguessugas. Todos os dez candidatos fluminenses e os nove paulistas envolvidos no escândalo não conseguiram se reeleger e, de quebra, perderam o foro privilegiado para responder a prováveis processos judiciais.
Acusados de receber caixinhas da máfia, saíram derrotados das urnas os deputados do Rio Laura Carneiro (PFL), Paulo Baltazar (PSB), Almir Moura (PFL), Carlos Nader (PL), Reinaldo Betão (PL), Reinaldo Gripp (PL), Fernando Gonçalves (PTB), Elaine Costa (PTB), Itamar Serpa (PSDB) e Doutor Heleno (PSC).
PRIMEIRA DERROTA - A primeira derrota conhecida foi a do senador Ney Suassuana (PMDB-PB), que tentava retornar ao Senado, mas foi derrotado por Cícero Lucena (PSDB). Suassuna foi acusado pelo chefe da máfia, Luiz Antônio Vedoin, de ter recebido R$ 222,5 mil em propinas em troca da apresentação de emendas para compra de ambulâncias, pagas a um de seus assessores.
SEGUNDA DERROTA - A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) também foi derrotada na disputa pelo governo de Mato Grosso, mas retornará ao Senado para cumprir mais quatro de seu mandato. Ela foi acusada de receber R$ 35 mil de propina, por intermédio de seu genro, Paulo Roberto.
DO NORTE - Em Rondônia, o deputado Nilton Capixaba (PTB), acusado de ser um dos principais operadores da máfia na Câmara, também foi punido pelos eleitores. Capixaba, que liderava a disputa pelo Senado, mas decidiu tentar a reeleição quando o escândalo estourou, não tinha ultrapassado mais de 15 mil votos às 22h20m, sendo apenas o 16º colocado entre todos os candidatos.
MINEIROS - Em Minas Gerais, três dos quatro envolvidos com o escândalo foram derrotados: Cabo Júlio (PMDB), José Militão (PTB) e Isaías Silvestre (PSB). Acusado de receber R$ 42 mil de propina em espécie no apartamento de Vedoin, no Hotel Meliá, em Brasília, João Magalhães (PMDB) foi eleito.
MATO GROSSO - No Mato Grosso, sede da Planam, dois dos quatro candidatos envolvidos conseguirão se reeleger: Pedro Henry (PP), mais votado na coligação com 72 mil votos; e Wellington Fagundes (PL). Outros dois candidatos do estado foram derrotados - Ricarte de Freitas (PTB) e Celcita Pinheiro (PFL).
ELEITOS - Entre os eleitos, estão ainda Wellington Roberto (PL-PB), João Magalhães (PMDB-MG), Junior Betão (PL-AC), Benedito de Lira (PP-AL), Nélio Dias (PP-RN) e Eduardo Gomes (PSDB-TO). Os três últimos não foram incluídos na lista de pedidos de abertura de processos de cassação da CPI dos Sanguessugas, mas respondem a inquéritos no Supremo. (Fonte: O Globo)

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